• Dr. André Tosta Ribeiro

Dores de Cabeça


Um problema tão antigo quanto a humanidade são as dores de cabeça. Há relatos de tratamentos do Egito antigo que datam de mais de 7 mil anos! Associadas a maus espíritos, havia tratamentos com trepanações (a realização de pequenos furos no crânio) que visavam aliviar os sintomas. Felizmente, o entendimento e os tratamentos evoluíram muito com o passar do tempo!

Hoje, com as novas demandas por dinheiro, trabalho, realização pessoal e profissional, excesso de variedade de alimentos e os mais diversos estímulos tecnológicos como smartfones, as dores de cabeça, ou cefaleias no jargão médico, figuram como uma das causas mais comuns de procura ao serviço de saúde.

As cefaleias podem ser primárias, quando não há alterações estruturais no crânio ou no cérebro, ou secundárias, isto é, quando há alguma doença mais grave por trás desse sintoma. As primárias são as mais comuns. Veja abaixo a diferença dos dois tipos resumidamente:

Cefaleia Primária

  • Enxaqueca com ou sem aura, aguda ou crônica

  • Cefaleia tensional aguda ou crônica

  • Cefaleia em salvas

  • Hemicrania contínua

  • Hemicrania paroxística aguda ou crônica

  • Cefaleia por abuso de medicamentos

Cefaleia Secundária

  • Por tumor cerebral (primários ou metástases)

  • Por infecção (meningite, abscessos, empiemas)

  • Por doenças inflamatórias/reumatológicas diversas

  • Por lesões vasculares (aneurismas, malformações arterio-venosas, fístulas)

  • Por traumas, fraturas, sangramentos

  • Por problemas em coluna

A consulta com um médico especialista se faz fundamental para a definição entre um tipo ou outro. Em geral, sintomas associados como febre, emagrecimento, vômitos constantes, fraqueza em alguma parte do corpo, dormência ou formigamentos, sonolência excessiva ou mesmo o uso de alguns medicamentos que possam comprometer a imunidade ou a presença de doenças que possam comprometer a imunidade são importantíssimos sinais de alerta para investigação detalhada dessas dores.

Os exames mais frequentes a serem requisitados são a ressonância magnética do encéfalo ou a tomografia de crânio. Outros exames são solicitados a partir da suspeita inicial que o médico possa ter frente à história das dores de cabeça.

Os tratamentos variam de acordo com os tipos de dor. Quando há dores constantes, não raramente se faz uso de medicamentos controlados, por tempo prolongado, como medida de prevenção de novas crises, além dos medicamentos analgésicos. Outros tratamentos incluem a prática de exercícios físicos, a mudança de alguns hábitos de vida e de sono, além de uma avaliação do padrão alimentar, eliminando-se alimentos que possam perpetuar a condição de dor constante.

Há procedimentos para dor voltados àquelas pessoas que são refratárias ao tratamento, isto é, que já tentaram de tudo e as dores ainda persistem. Vale ressaltar o uso de BOTOX, a realização de ESTIMULAÇÂO DE NERVO OCCIPITAL e ESTIMULAÇÂO DE NERVO SUPRAORBITAL, feitos sem necessidade de internação hospitalar, seguros e que trazem alívio das dores.

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