• Dr. André Tosta Ribeiro

Meningioma - Já ouviu falar?


O meningioma é um tumor benigno em sua grande maioria, que nasce de uma das membranas que recobrem o sistema nervoso, chamada aracnoide. Podem surgir tanto no crânio como na coluna. Seu crescimento é bastante lento, o que faz com que os sintomas demorem a aparecer. Os subtipos malignos, felizmente, são muito raros.

Esses tumores são relativamente comuns na população, especialmente em mulheres. Há associação entre aumento da velocidade de crescimento e a idade fértil da mulher, pois uma parcela dessas lesões tem receptores para progesterona (hormônio feminino).

Os sintomas estão relacionados ao local do sistema nervoso afetado pelo seu crescimento. Quando na coluna (figura 1 - imagem branca brilhante), podem simular dores de hérnia de disco, dão paralisia nas pernas, dormência e impotência sexual. Em casos mais avançados, podem deixar o indivíduo paraplégico. Quando crescem no crânio (figura 2 - imagem branca brilhante), mais comumente podem dar dores de cabeça, vômitos, paralisia de alguma parte do corpo, crises convulsivas, sonolência e apatia, como se fosse um quadro de depressão, tonturas acompanhadas ou não por surdez ou zumbido no ouvido, perda da visão ou perda de equilíbrio. Vale a dica: fique atento para investigar uma labirintite, um quadro de depressão ou dores de cabeça. Pode ser um tumor cerebral!

O diagnóstico dessas lesões requer obrigatoriamente um exame de imagem: tomografia ou ressonância magnética. Esses exames auxiliam o médico a localizar a lesão, ver seu tamanho, as estruturas afetadas e planejar seu tratamento. Há diversos locais onde ele pode crescer dentro do crânio, conforme podemos ver na figura 3. Demais exames podem ser solicitados a partir do diagnóstico inicial e de acordo com o que o médico neurocirurgião considerar importante para a segurança do paciente no momento da cirurgia.

Há 3 linhas de tratamento existentes atualmente:

  1. Apenas observação: pode-se fazer o acompanhamento de certos tumores, com ou sem biópsia prévia, a considerar a idade do paciente, o tamanho do tumor, sua localização e sua velocidade de crescimento.

  2. Cirurgia: certos tumores são melhor resolvidos com cirurgia e o meningioma é um deles. A retirada completa do tumor está relacionada a altos índices de cura, além da reversão dos sintomas iniciais que levaram ao diagnóstico. Evidentemente que há lesões em que há maior dificuldade para a sua retirada e conta muito a favor do paciente o suporte de um bom hospital e de um médico com reconhecida experiência nesse tipo de cirurgia.

  3. Radioterapia: reservada para casos de múltiplas recidivas, tumores muito profundos ou com retirada incompleta, e para casos malignos. Não são todos os meningiomas que respondem bem à radioterapia.

A consulta com um neurocirurgião é o primeiro passo a ser tomado. Estabelecer uma boa relação de convivência e seguir suas recomendações farão aumentar em muito sua satisfação com o tratamento.

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