• Dr. César Buchalla Ferreira

Cetoacidose diabética


Complicação aguda da diabetes mellitus, principalmente da tipo 1, porém também passível de ocorrer em pacientes com diabetes tipo 2 mais avançada, cursando com insulinopenia (diminuição de produção de insulina). Pode ocorrer por dois principais fatores desencadeantes: infecções e má-adesão medicamentosa (seja por inadequado uso de insulina ou por prescrição médica inadequada). Outras causas de descompensação menos frequentes são: desidratação, infarto agudo do miocárdio, uso de corticoides, diminuição de doses de insulina em vigência de gastroenterite, abuso de álcool ou drogas, ou até mesmo pode ser a primo-descompensação de um paciente diabético tipo 1 ainda sem diagnóstico (primeira manifestação da doença em jovens). Seus principais sinais e sintomas são: aumento de frequência respiratória (respiração acidótica), hálito cetônico, dor abdominal, diminuição de volume urinário, descontrole glicêmico, sonolência ou ate mesmo coma, e arritmias cardíacas, dentre outras alterações.

O diagnóstico é simples e necessita dos sintomas, aumento de glicemia capilar ou dextro, geralmente maior que 300mg/dl, porem pode ser em valores menores (>250mg/dl), com gasometria venosa ou arterial demonstrando acidose metabólica e exame de urina ou sérico (sangue) com presença de corpos cetônicos ou cetonas.

O tratamento é realizado em regime hospitalar e tem como um dos seus principais pilares a hidratação endovenosa (na veia), já que é uma doença que tem como característica principal a perda volêmica (líquidos do sangue). Outro pilar importantíssimo é a reposição de insulina, que até mesmo ser por via subcutânea em pacientes com cetoacidose leve ou moderada, porem na maioria dos casos, prefere-se realizá-la em ambiente de uti, com insulina em bomba de infusão continua endovenosa. Acompanhando a perda de líquidos há também alterações importantes de eletrólitos (Sais) no sangue, principalmente, sódio, potássio e fosforo, que precisam ser repostos na maioria das vezes por via endovenosa. O diagnostico do fator desencadeador e seu tratamento respectivo, também são importantíssimos. Se não tratada, essa condição pode levar a consequências graves como coma, arritmias fatais, insuficiência renal, e até mesmo parada cardiorrespiratória e morte.

Evitar as descompensações é função do médico clínico que faz seguimento do paciente, seja por um controle adequado daqueles com diagnóstico firmado, com orientações sobre uso de insulina e dieta, bem como orientações em caso de uso de outros medicamentos, e até mesmo em pacientes ainda sem diagnóstico, realizando um diagnostico precoce. Nós da ATR Medicina Integrada estamos prontos para auxiliá-lo e evitar uma situação grave como esta, com um adequado controle e prevenção através de nossa equipe de clínica médica. Agende sua consulta para maiores informações e orientações.

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